sábado, 22 de outubro de 2016

ROB MACHADO


A simplicidade que parece nortear sua vida transparece no surf, fluido e criativo. Essa é a primeira impressão que se tem ao observar o australiano, criado na Califórnia, Robert Machado.

 

            Ao passar um pouco mais de tempo com ele percebe-se que, sim, ele não é uma fraude criada pela mídia. Alivio é uma inspiração ao constatar que ainda existe uma possibilidade comercial baseada em alguém que é o que parece ser. Explico Rob Machado é um cara transparente e, muito por conta de sua educação, conseguiu construir uma ponte solida entre o mercado e seu “surf” entre aspas mesmo, porque no caso dele representa algo pra lá de profissão.

 

            Esse fenômeno não foi exatamente planejado. Ao iniciar sua carreira de competidor, aos 14 anos, não demorou a perceber que preferia estar com os amigos a passar todos os finais de semana esperando baterias. Passou a correr apenas os eventos mais importantes até terminar os estudos. Isso fez toda a diferença em sua performance e, antes de tentar a universidade, fechou um ótimo patrocínio com a Gotcha.

 

MEU MUNDO CAIU

            Quando venceu o Pipe Masters em 2000 e terminou o ano em terceiro no ranking da ASP, a esposa ficou grávida. Tudo parecia perfeito, até que seu patrocinador quebrou. De repente, Rob se viu numa situação complicada. Não pode participar de alguns eventos para cuidar da gravidez da esposa. Sua expectativa de permanecer no Tour ruiu com as Torres em 11 de setembro de 2001. “Tentei conseguir o convite especial para correr o circuito de 2002, afinal tinha motivos concretos para minha ausência no ano anterior, mas, quando todo mundo estava indo para o primeiro evento na Austrália, me vi sem o convite e um patrocínio. Fiquei mal, inconformado”, contou Rob antes de explicar como chegou até aqui. A Hurley, que já o percebia há tempos, ofereceu uma oportunidade única. Não havia a obrigação de competir e assim Rob partiu para outros projetos e pode dar a liberdade que sempre buscou para seu surf. Mesmo assim ele ainda participa de alguns eventos, só pra suprir a necessidade da adrenalina da disputa que ainda gosta de sentir ao colocar uma lycra e, obvio, deixar bem claro que não correr o circuito todo é única e tão somente uma escolha pessoal e não falta de capacidade.

Fonte: Revista Solto nº 57 (www.solto.com.br)



Informativo nº 103

 

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